Como as seleções africanas fizeram história na Copa do Mundo 2026

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A Copa do Mundo de 2026 ficará marcada como a edição que consolidou a força do futebol africano. Além da campanha consistente do Marrocos, que dividiu grupo com o Brasil, outras oito seleções do continente avançaram à fase eliminatória, um feito inédito na história do Mundial. Relembre como foi a trajetória de cada representante africano e quem mais brilhou durante o torneio.
África do Sul
A lista começa justamente com a seleção que abriu a Copa do Mundo de 2026, diante do México, no Estádio Azteca. Esta foi apenas a segunda participação da África do Sul em Mundiais. A primeira aconteceu em 2010, quando o país sediou a competição. Desta vez, porém, os Bafana Bafana conquistaram a vaga por mérito próprio, liderando um grupo das Eliminatórias que contava com a Nigéria.
O jogo de abertura repetiu o confronto de 2010: México x África do Sul. Os sul-africanos foram derrotados por 2 a 0, em um placar que poderia ter sido ainda mais elástico caso os mexicanos aproveitassem melhor as oportunidades criadas.
O técnico Hugo Broos alternou constantemente o esquema tático ao longo do torneio. A equipe iniciou a competição atuando com três zagueiros e cinco defensores na última linha, mas passou a utilizar uma linha de quatro jogadores após a estreia. O estilo de jogo pouco mudou: a principal característica foi a solidez defensiva. A equipe sofreu apenas quatro gols em quatro partidas, mas marcou somente dois.

A África do Sul avançou como uma das melhores terceiras colocadas do grupo, somando quatro pontos após empatar com a Tchéquia e vencer a Coreia do Sul. A eliminação veio na fase de 32 avos de final, após derrota por 1 a 0 para o Canadá, em um jogo decidido por um belo gol de Stephen Eustáquio.
Os Bafana Bafana apresentaram um sistema defensivo consistente, mas tiveram enormes dificuldades ofensivas. Ao longo da campanha, criaram apenas 49 oportunidades de gol e registraram média de apenas duas grandes chances por partida.
O principal destaque sul-africano foi o jovem zagueiro Mbekezeli Mbokazi, do Chicago Fire.
Marrocos
Os Leões do Atlas seguem vivos na competição, mas vale relembrar a trajetória desde a fase de grupos. A equipe terminou na segunda colocação de sua chave, que também contava com Brasil, Escócia e Haiti. A campanha começou com um empate diante da Seleção Brasileira, seguido por vitórias sobre escoceses e haitianos.
O Marrocos desembarcou nos Estados Unidos cercado de expectativa após terminar a última Copa do Mundo, no Catar, na quarta colocação e disputar a final da Copa Africana de Nações deste ano. O elenco reúne muito talento, e jogadores como Ismael Saibiri e Bouaddi mostraram capacidade para decidir grandes partidas.

Saibiri marcou um golaço contra o Brasil e balançou as redes outras duas vezes durante o torneio. As atuações renderam ao meia uma transferência para o Bayern de Munique por aproximadamente 60 milhões de euros. A única preocupação surgiu na partida contra o Canadá, quando o jogador deixou o campo lesionado, o que pode representar um problema para a sequência marroquina.
A seleção aposta em um futebol vertical, sustentado por uma defesa sólida. Até aqui sofreu apenas quatro gols e marcou dez vezes. Muito da força ofensiva passa pelas arrancadas dos laterais e pontas, como Hakimi, Brahim Díaz e El Khannouss.
Outro aspecto que chamou atenção foi a tranquilidade da equipe nas disputas por pênaltis. O Marrocos eliminou a Holanda na fase de 32 avos após grandes defesas do goleiro Yassine Bounou. Agora, o próximo desafio será diante da França, no maior teste da campanha até o momento e uma oportunidade para mostrar que os marroquinos podem competir de igual para igual com as principais potências do futebol mundial.
Os grandes destaques do Marrocos até aqui são: Ismael Saibiri, Achraf Hakimi e Yassine Bounou.

Costa do Marfim
A Costa do Marfim voltou a disputar uma Copa do Mundo após 12 anos. A última participação havia sido em 2014, no Brasil, quando a seleção ainda contava com nomes históricos como Yaya Touré e Didier Drogba.
Os Elefantes caíram em um grupo complicado, ao lado de Alemanha, Equador e da estreante Curaçao. Mesmo assim, terminaram na segunda colocação, atrás apenas dos alemães.
A equipe mostrou organização defensiva e muita consistência sem a bola. O zagueiro Emmanuel Agbadou foi um dos principais destaques pela qualidade na saída de jogo e pela resistência à pressão adversária.
Mas quem realmente roubou a cena foi Yan Diomande. O ponta atormentou os laterais rivais durante toda a competição, desempenho que aumentou ainda mais os rumores de uma possível transferência para o Paris Saint-Germain.

A campanha terminou na fase de 32 avos de final, com derrota para a Noruega, uma das grandes surpresas positivas desta Copa do Mundo.
A Costa do Marfim apresentou um futebol organizado, baseado em rápidas transições ofensivas e sustentado por uma geração promissora de jovens talentos, fatores que indicam um futuro bastante promissor para a seleção.
Destaque da campanha: Yan Diomande, ponta do RB Leipzig.
Tunísia
Uma das seleções mais frágeis desta Copa do Mundo. Os Águias chegaram ao torneio cercados de expectativa após liderarem seu grupo nas Eliminatórias, mas deixaram a competição de forma decepcionante. A Tunísia caiu em uma chave com Holanda, Suécia e Japão e terminou na última colocação, sem somar pontos e com 12 gols sofridos. O número colocou a equipe entre as defesas mais vazadas do Mundial, ao lado do Iraque.
Antes da Copa, a Tunísia havia mostrado uma defesa organizada, mas esse desempenho não se repetiu no torneio. Após a eliminação, um dos jogadores mais experientes do elenco, Ali Abdi, criticou publicamente a Federação Tunisiana pela falta de organização e pelas condições inadequadas oferecidas à seleção.
Essa é uma realidade que a Tunísia precisará enfrentar se quiser voltar a competir em alto nível nas próximas competições.
Destaque da campanha: Hannibal Mejbri, meio-campista do Burnley.

Egito
Os Faraós voltaram à Copa do Mundo após ficarem fora da edição de 2022, no Catar. A seleção caiu em um grupo com Bélgica, Irã e Nova Zelândia e terminou na segunda colocação, superando os iranianos graças ao saldo de gols inferior apenas ao dos belgas. A campanha contou com vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia e empates por 1 a 1 diante de Bélgica e Irã.
Ao lado do Marrocos, o Egito foi a única seleção africana a ultrapassar a fase de 32 avos de final. A classificação veio após eliminar a Austrália nos pênaltis.
Grande parte do elenco atua no futebol egípcio, casos de Emam Ashour, Mahmoud Saber, Mohamed Hany e outros jogadores. Ainda assim, a principal referência técnica segue sendo Mohamed Salah, que disputa sua última Copa do Mundo.
Os Faraós foram uma equipe imprevisível. Em alguns momentos, jogadores como Emam Ashour desequilibraram partidas, como aconteceu diante da Bélgica. Em outros, a equipe teve dificuldades contra adversários considerados tecnicamente inferiores.

Quando o time esteve fisicamente inteiro e concentrado, mostrou qualidade suficiente para criar problemas aos rivais. Os pontas Ashour e Ziko foram armas importantes nos contra-ataques, principalmente pelas finalizações de média distância.
A campanha terminou nas oitavas de final, com derrota para a Argentina, mas o desempenho foi suficiente para encher de orgulho os torcedores egípcios.
Destaque da campanha: Emam Ashour, ponta-direita do Al Ahly.
Cabo Verde
Uma das grandes surpresas desta Copa do Mundo. Os Tubarões Azuis representam a segunda menor nação presente no torneio, atrás apenas de Curaçao, com pouco mais de meio milhão de habitantes. Apenas disputar o Mundial já representava um feito histórico.
Cabo Verde caiu em um grupo complicado, ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. A seleção empatou as três partidas e terminou na segunda colocação da chave, com três pontos.
O maior resultado veio diante da Espanha. O empate surpreendeu o mundo e teve como grande protagonista o goleiro Vozinha, que realizou sete defesas, evitou 1,45 gol esperado e foi eleito o melhor jogador da partida.
A organização defensiva e a intensidade nas transições ofensivas marcaram a campanha cabo-verdiana. A equipe também contou com jogadores experientes do futebol europeu, como Wagner Pina e o jovem Sidyn Lopes Cabral.

Cabo Verde fez uma campanha memorável e colocou definitivamente o país no mapa do futebol mundial. Na fase de 32 avos de final, fez uma grande partida contra a Argentina, marcou dois belos gols, mas acabou castigado pela falta de concentração nos minutos finais.
Destaque da campanha: Vozinha, goleiro, sem clube.
Senegal
O Senegal chegou ao Mundial como uma das seleções africanas mais experientes e talentosas da competição. Esta foi a quarta participação dos Leões de Teranga em Copas do Mundo, depois das edições de 2002, 2018 e 2022. O melhor desempenho segue sendo a histórica campanha até as quartas de final em 2002.
Sob o comando de Pape Thiaw, a expectativa era de uma campanha ainda mais longa.
Os senegaleses caíram em um grupo complicado, ao lado de França, Noruega e Iraque. A estreia terminou com derrota por 3 a 1 para os franceses, seguida por outro revés, desta vez por 3 a 2 diante da Noruega.
Na última rodada, porém, o Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, resultado que entrou para a história como a maior vitória de uma seleção africana em Copas do Mundo. O placar garantiu a classificação como uma das melhores terceiras colocadas, com três pontos, oito gols marcados e seis sofridos.

O confronto da fase de 32 avos de final contra a Bélgica foi um dos jogos mais emocionantes da competição.
O Senegal abriu 2 a 0, com gols de Habib Diarra e Ismaila Sarr, e controlava a partida até os minutos finais. No entanto, sofreu dois gols no fim do tempo regulamentar e acabou eliminado na prorrogação, após um polêmico pênalti convertido por Youri Tielemans para decretar a vitória belga por 3 a 2.
A eliminação foi especialmente dolorosa porque os Leões de Teranga estiveram a poucos minutos de eliminar uma das principais seleções da Europa.
No balanço geral, o Senegal fez uma campanha irregular. Ofensivamente mostrou velocidade, força física e qualidade, especialmente diante de Iraque e Bélgica. Defensivamente, porém, sofreu com oscilações e encontrou dificuldades para administrar as partidas nos momentos de maior pressão.
Destaque da campanha: Ismaila Sarr, ponta-direita do Crystal Palace
Argélia
A Argélia foi uma das seleções africanas que mais despertaram interesse nesta Copa do Mundo. Esta foi a quinta participação dos Desert Foxes em Mundiais, mas a primeira desde 2014, quando chegaram às oitavas de final e venderam caro a eliminação diante da futura campeã Alemanha, apenas na prorrogação.
A vaga para a Copa de 2026 foi confirmada após a liderança do grupo nas Eliminatórias Africanas, sacramentada com uma vitória por 3 a 0 sobre a Somália.
Os argelinos integraram o Grupo J ao lado de Argentina, Áustria e Jordânia. A estreia foi dura: derrota por 3 a 0 para a Argentina, com Lionel Messi marcando os três gols da partida.
A resposta veio na rodada seguinte. Depois de sair atrás no placar, a Argélia buscou a virada sobre a Jordânia por 2 a 1 e manteve viva a esperança de classificação.

Na última rodada, protagonizou um dos jogos mais emocionantes da fase de grupos. Riyad Mahrez marcou nos minutos finais e parecia garantir a vitória sobre a Áustria, mas os europeus empataram já nos acréscimos, decretando o 3 a 3. Apesar do tropeço, o empate foi suficiente para colocar a Argélia no mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas, com quatro pontos.
A campanha terminou na fase de 32 avos de final, após derrota por 2 a 0 para a Suíça, em Vancouver.
O desempenho não foi ruim, mas os suíços se mostraram mais organizados, eficientes nas finalizações e souberam aproveitar as falhas defensivas dos argelinos. A Argélia teve momentos de domínio da posse de bola, porém faltou criatividade no último passe e maior qualidade na conclusão das jogadas.
No geral, a seleção fez uma campanha competitiva e agradável de acompanhar. Mostrou personalidade, principalmente contra Jordânia e Áustria, mas sofreu com a instabilidade defensiva durante praticamente todo o torneio.
Destaque da campanha: Riyad Mahrez, ponta-direita, sem clube.
República Democrática do Congo
Uma das histórias mais marcantes desta Copa do Mundo foi escrita pela República Democrática do Congo. A seleção voltou ao Mundial pela primeira vez desde 1974, quando ainda competia como Zaire, e logo em seu retorno alcançou um feito inédito: classificou-se para a fase mata-mata pela primeira vez.
A equipe integrou o Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão. A campanha começou com um importante empate diante dos portugueses, seguido por uma derrota apertada para a Colômbia. Na última rodada, a vitória por 3 a 1 sobre o Uzbequistão garantiu a classificação como a melhor terceira colocada do grupo.
A despedida aconteceu diante da Inglaterra, na fase de 32 avos de final. Os congoleses surpreenderam ao abrir o placar logo no início da partida com Brian Cipenga, mas Harry Kane marcou duas vezes na reta final e garantiu a vitória inglesa por 2 a 1.
Ao longo do torneio, a República Democrática do Congo apresentou um futebol compacto, agressivo e muito perigoso nos contra-ataques. Apesar de não ser uma equipe com grande qualidade na posse de bola, compensou isso com intensidade, entrega e organização.
Destaque da campanha: Yoane Wissa, atacante do Newcastle.
Gana
Gana foi a última representante africana nesta Copa do Mundo. As Estrelas Negras ficaram no Grupo L ao lado de Inglaterra, Croácia e Panamá.
A equipe encerrou a fase de grupos com quatro pontos, conquistados na vitória sobre o Panamá e no surpreendente empate diante da Inglaterra. A derrota para a Croácia acabou impedindo a classificação em uma posição melhor.
Os ganeses apresentaram um estilo diferente daquele que tradicionalmente caracteriza a seleção. A equipe adotou uma postura bastante defensiva durante praticamente toda a competição.
Logo na estreia, o goleiro titular Lawrence Ati Zigi sofreu uma lesão e deu lugar a Benjamin Asare, que assumiu a posição nas partidas seguintes e correspondeu em alto nível.
Se a defesa mostrou consistência, o ataque deixou a desejar. Principalmente Semenyo e Ayew, que eram apontados como as principais referências ofensivas da equipe, ficaram abaixo das expectativas.
A eliminação veio na fase de 32 avos de final, após derrota por 1 a 0 para a Colômbia.
Mais uma vez, Gana apresentou uma defesa organizada, mas encontrou muitas dificuldades para criar oportunidades e ameaçar o gol adversário. Evoluir ofensivamente será fundamental para que a seleção consiga competir em igualdade com as demais forças do futebol africano nos próximos anos.
Destaque da campanha: Benjamin Asare, goleiro do Accra Heart of Oak.
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África do Sul
A lista começa justamente com a seleção que abriu a Copa do Mundo de 2026, diante do México, no Estádio Azteca. Esta foi apenas a segunda participação da África do Sul em Mundiais. A primeira aconteceu em 2010, quando o país sediou a competição. Desta vez, porém, os Bafana Bafana conquistaram a vaga por mérito próprio, liderando um grupo das Eliminatórias que contava com a Nigéria.
O jogo de abertura repetiu o confronto de 2010: México x África do Sul. Os sul-africanos foram derrotados por 2 a 0, em um placar que poderia ter sido ainda mais elástico caso os mexicanos aproveitassem melhor as oportunidades criadas.
O técnico Hugo Broos alternou constantemente o esquema tático ao longo do torneio. A equipe iniciou a competição atuando com três zagueiros e cinco defensores na última linha, mas passou a utilizar uma linha de quatro jogadores após a estreia. O estilo de jogo pouco mudou: a principal característica foi a solidez defensiva. A equipe sofreu apenas quatro gols em quatro partidas, mas marcou somente dois.
A África do Sul avançou como uma das melhores terceiras colocadas do grupo, somando quatro pontos após empatar com a Tchéquia e vencer a Coreia do Sul. A eliminação veio na fase de 32 avos de final, após derrota por 1 a 0 para o Canadá, em um jogo decidido por um belo gol de Stephen Eustáquio.
Os Bafana Bafana apresentaram um sistema defensivo consistente, mas tiveram enormes dificuldades ofensivas. Ao longo da campanha, criaram apenas 49 oportunidades de gol e registraram média de apenas duas grandes chances por partida.
O principal destaque sul-africano foi o jovem zagueiro Mbekezeli Mbokazi, do Chicago Fire.
Marrocos
Os Leões do Atlas seguem vivos na competição, mas vale relembrar a trajetória desde a fase de grupos. A equipe terminou na segunda colocação de sua chave, que também contava com Brasil, Escócia e Haiti. A campanha começou com um empate diante da Seleção Brasileira, seguido por vitórias sobre escoceses e haitianos.
O Marrocos desembarcou nos Estados Unidos cercado de expectativa após terminar a última Copa do Mundo, no Catar, na quarta colocação e disputar a final da Copa Africana de Nações deste ano. O elenco reúne muito talento, e jogadores como Ismael Saibiri e Bouaddi mostraram capacidade para decidir grandes partidas.
Saibiri marcou um golaço contra o Brasil e balançou as redes outras duas vezes durante o torneio. As atuações renderam ao meia uma transferência para o Bayern de Munique por aproximadamente 60 milhões de euros. A única preocupação surgiu na partida contra o Canadá, quando o jogador deixou o campo lesionado, o que pode representar um problema para a sequência marroquina.
A seleção aposta em um futebol vertical, sustentado por uma defesa sólida. Até aqui sofreu apenas quatro gols e marcou dez vezes. Muito da força ofensiva passa pelas arrancadas dos laterais e pontas, como Hakimi, Brahim Díaz e El Khannouss.
Outro aspecto que chamou atenção foi a tranquilidade da equipe nas disputas por pênaltis. O Marrocos eliminou a Holanda na fase de 32 avos após grandes defesas do goleiro Yassine Bounou. Agora, o próximo desafio será diante da França, no maior teste da campanha até o momento e uma oportunidade para mostrar que os marroquinos podem competir de igual para igual com as principais potências do futebol mundial.
Os grandes destaques do Marrocos até aqui são: Ismael Saibiri, Achraf Hakimi e Yassine Bounou.
Costa do Marfim
A Costa do Marfim voltou a disputar uma Copa do Mundo após 12 anos. A última participação havia sido em 2014, no Brasil, quando a seleção ainda contava com nomes históricos como Yaya Touré e Didier Drogba.
Os Elefantes caíram em um grupo complicado, ao lado de Alemanha, Equador e da estreante Curaçao. Mesmo assim, terminaram na segunda colocação, atrás apenas dos alemães.
A equipe mostrou organização defensiva e muita consistência sem a bola. O zagueiro Emmanuel Agbadou foi um dos principais destaques pela qualidade na saída de jogo e pela resistência à pressão adversária.
Mas quem realmente roubou a cena foi Yan Diomande. O ponta atormentou os laterais rivais durante toda a competição, desempenho que aumentou ainda mais os rumores de uma possível transferência para o Paris Saint-Germain.
A campanha terminou na fase de 32 avos de final, com derrota para a Noruega, uma das grandes surpresas positivas desta Copa do Mundo.
A Costa do Marfim apresentou um futebol organizado, baseado em rápidas transições ofensivas e sustentado por uma geração promissora de jovens talentos, fatores que indicam um futuro bastante promissor para a seleção.
Destaque da campanha: Yan Diomande, ponta do RB Leipzig.
Tunísia
Uma das seleções mais frágeis desta Copa do Mundo. Os Águias chegaram ao torneio cercados de expectativa após liderarem seu grupo nas Eliminatórias, mas deixaram a competição de forma decepcionante. A Tunísia caiu em uma chave com Holanda, Suécia e Japão e terminou na última colocação, sem somar pontos e com 12 gols sofridos. O número colocou a equipe entre as defesas mais vazadas do Mundial, ao lado do Iraque.
Antes da Copa, a Tunísia havia mostrado uma defesa organizada, mas esse desempenho não se repetiu no torneio. Após a eliminação, um dos jogadores mais experientes do elenco, Ali Abdi, criticou publicamente a Federação Tunisiana pela falta de organização e pelas condições inadequadas oferecidas à seleção.
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Egito
Os Faraós voltaram à Copa do Mundo após ficarem fora da edição de 2022, no Catar. A seleção caiu em um grupo com Bélgica, Irã e Nova Zelândia e terminou na segunda colocação, superando os iranianos graças ao saldo de gols inferior apenas ao dos belgas. A campanha contou com vitória por 3 a 1 sobre a Nova Zelândia e empates por 1 a 1 diante de Bélgica e Irã.
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Os Faraós foram uma equipe imprevisível. Em alguns momentos, jogadores como Emam Ashour desequilibraram partidas, como aconteceu diante da Bélgica. Em outros, a equipe teve dificuldades contra adversários considerados tecnicamente inferiores.
Quando o time esteve fisicamente inteiro e concentrado, mostrou qualidade suficiente para criar problemas aos rivais. Os pontas Ashour e Ziko foram armas importantes nos contra-ataques, principalmente pelas finalizações de média distância.
A campanha terminou nas oitavas de final, com derrota para a Argentina, mas o desempenho foi suficiente para encher de orgulho os torcedores egípcios.
Destaque da campanha: Emam Ashour, ponta-direita do Al Ahly.
Cabo Verde
Uma das grandes surpresas desta Copa do Mundo. Os Tubarões Azuis representam a segunda menor nação presente no torneio, atrás apenas de Curaçao, com pouco mais de meio milhão de habitantes. Apenas disputar o Mundial já representava um feito histórico.
Cabo Verde caiu em um grupo complicado, ao lado de Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. A seleção empatou as três partidas e terminou na segunda colocação da chave, com três pontos.
O maior resultado veio diante da Espanha. O empate surpreendeu o mundo e teve como grande protagonista o goleiro Vozinha, que realizou sete defesas, evitou 1,45 gol esperado e foi eleito o melhor jogador da partida.
A organização defensiva e a intensidade nas transições ofensivas marcaram a campanha cabo-verdiana. A equipe também contou com jogadores experientes do futebol europeu, como Wagner Pina e o jovem Sidyn Lopes Cabral.
Cabo Verde fez uma campanha memorável e colocou definitivamente o país no mapa do futebol mundial. Na fase de 32 avos de final, fez uma grande partida contra a Argentina, marcou dois belos gols, mas acabou castigado pela falta de concentração nos minutos finais.
Destaque da campanha: Vozinha, goleiro, sem clube.
Senegal
O Senegal chegou ao Mundial como uma das seleções africanas mais experientes e talentosas da competição. Esta foi a quarta participação dos Leões de Teranga em Copas do Mundo, depois das edições de 2002, 2018 e 2022. O melhor desempenho segue sendo a histórica campanha até as quartas de final em 2002.
Sob o comando de Pape Thiaw, a expectativa era de uma campanha ainda mais longa.
Os senegaleses caíram em um grupo complicado, ao lado de França, Noruega e Iraque. A estreia terminou com derrota por 3 a 1 para os franceses, seguida por outro revés, desta vez por 3 a 2 diante da Noruega.
Na última rodada, porém, o Senegal goleou o Iraque por 5 a 0, resultado que entrou para a história como a maior vitória de uma seleção africana em Copas do Mundo. O placar garantiu a classificação como uma das melhores terceiras colocadas, com três pontos, oito gols marcados e seis sofridos.
O confronto da fase de 32 avos de final contra a Bélgica foi um dos jogos mais emocionantes da competição.
O Senegal abriu 2 a 0, com gols de Habib Diarra e Ismaila Sarr, e controlava a partida até os minutos finais. No entanto, sofreu dois gols no fim do tempo regulamentar e acabou eliminado na prorrogação, após um polêmico pênalti convertido por Youri Tielemans para decretar a vitória belga por 3 a 2.
A eliminação foi especialmente dolorosa porque os Leões de Teranga estiveram a poucos minutos de eliminar uma das principais seleções da Europa.
No balanço geral, o Senegal fez uma campanha irregular. Ofensivamente mostrou velocidade, força física e qualidade, especialmente diante de Iraque e Bélgica. Defensivamente, porém, sofreu com oscilações e encontrou dificuldades para administrar as partidas nos momentos de maior pressão.
Destaque da campanha: Ismaila Sarr, ponta-direita do Crystal Palace
Argélia
A Argélia foi uma das seleções africanas que mais despertaram interesse nesta Copa do Mundo. Esta foi a quinta participação dos Desert Foxes em Mundiais, mas a primeira desde 2014, quando chegaram às oitavas de final e venderam caro a eliminação diante da futura campeã Alemanha, apenas na prorrogação.
A vaga para a Copa de 2026 foi confirmada após a liderança do grupo nas Eliminatórias Africanas, sacramentada com uma vitória por 3 a 0 sobre a Somália.
Os argelinos integraram o Grupo J ao lado de Argentina, Áustria e Jordânia. A estreia foi dura: derrota por 3 a 0 para a Argentina, com Lionel Messi marcando os três gols da partida.
A resposta veio na rodada seguinte. Depois de sair atrás no placar, a Argélia buscou a virada sobre a Jordânia por 2 a 1 e manteve viva a esperança de classificação.
Na última rodada, protagonizou um dos jogos mais emocionantes da fase de grupos. Riyad Mahrez marcou nos minutos finais e parecia garantir a vitória sobre a Áustria, mas os europeus empataram já nos acréscimos, decretando o 3 a 3. Apesar do tropeço, o empate foi suficiente para colocar a Argélia no mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas, com quatro pontos.
A campanha terminou na fase de 32 avos de final, após derrota por 2 a 0 para a Suíça, em Vancouver.
O desempenho não foi ruim, mas os suíços se mostraram mais organizados, eficientes nas finalizações e souberam aproveitar as falhas defensivas dos argelinos. A Argélia teve momentos de domínio da posse de bola, porém faltou criatividade no último passe e maior qualidade na conclusão das jogadas.
No geral, a seleção fez uma campanha competitiva e agradável de acompanhar. Mostrou personalidade, principalmente contra Jordânia e Áustria, mas sofreu com a instabilidade defensiva durante praticamente todo o torneio.
Destaque da campanha: Riyad Mahrez, ponta-direita, sem clube.
República Democrática do Congo
Uma das histórias mais marcantes desta Copa do Mundo foi escrita pela República Democrática do Congo. A seleção voltou ao Mundial pela primeira vez desde 1974, quando ainda competia como Zaire, e logo em seu retorno alcançou um feito inédito: classificou-se para a fase mata-mata pela primeira vez.
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A despedida aconteceu diante da Inglaterra, na fase de 32 avos de final. Os congoleses surpreenderam ao abrir o placar logo no início da partida com Brian Cipenga, mas Harry Kane marcou duas vezes na reta final e garantiu a vitória inglesa por 2 a 1.
Ao longo do torneio, a República Democrática do Congo apresentou um futebol compacto, agressivo e muito perigoso nos contra-ataques. Apesar de não ser uma equipe com grande qualidade na posse de bola, compensou isso com intensidade, entrega e organização.
Destaque da campanha: Yoane Wissa, atacante do Newcastle.
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Gana foi a última representante africana nesta Copa do Mundo. As Estrelas Negras ficaram no Grupo L ao lado de Inglaterra, Croácia e Panamá.
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Os ganeses apresentaram um estilo diferente daquele que tradicionalmente caracteriza a seleção. A equipe adotou uma postura bastante defensiva durante praticamente toda a competição.
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Se a defesa mostrou consistência, o ataque deixou a desejar. Principalmente Semenyo e Ayew, que eram apontados como as principais referências ofensivas da equipe, ficaram abaixo das expectativas.
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Mais uma vez, Gana apresentou uma defesa organizada, mas encontrou muitas dificuldades para criar oportunidades e ameaçar o gol adversário. Evoluir ofensivamente será fundamental para que a seleção consiga competir em igualdade com as demais forças do futebol africano nos próximos anos.
Destaque da campanha: Benjamin Asare, goleiro do Accra Heart of Oak.