França pode igualar recorde histórico do Brasil em Copas do Mundo

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12 de set. de 2026França pode igualar recorde histórico do Brasil em Copas do Mundo

A França de Didier Deschamps garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Marrocos por 2 a 0. Com o resultado, os franceses entram para o restrito grupo de seleções que chegaram entre os quatro melhores em três ou mais edições consecutivas do Mundial.
Além do Brasil (1994-2002), a Alemanha também alcançou esse patamar em duas ocasiões distintas: com três semifinais seguidas entre 1982 e 1990, e incríveis quatro vezes consecutivas de 2002 a 2014. Ou seja, a França está a um jogo de um recorde histórico da Seleção Brasileira: chegar a três finais de Copa do Mundo seguidas.
E essa possibilidade incita comparações entre a atual geração de Mbappé e companhia com a liderada por Ronaldo há mais de duas décadas atrás. Abaixo, o Sofascore News analisa essas duas eras de ouro do futebol mundial.

A Seleção Brasileira dominou o cenário internacional disputando as decisões de 1994, 1998 e 2002, conquistando o título em duas ocasiões. Um traço central desse período histórico foi a mudança constante na comissão técnica. O Brasil chegou às três finais comandado por três treinadores diferentes: Carlos Alberto Parreira (1994), Zagallo (1998) e Luiz Felipe Scolari (2002).
Taticamente, o modelo brasileiro aliava organização à capacidade individual superlativa de seus jogadores de frente. Em uma projeção de dados retroativos dentro do aplicativo do Sofascore, o trio ofensivo de 2002 — Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho — dominaria as métricas e mapas de calor no ataque, com altos índices gols esperados (xG).
LEIA MAIS: Os Recordes Ocultos por Trás da Vitória da França Sobre o Marrocos

O Brasil não tinha um padrão tático rígido entre os ciclos, mas sempre tendo uma sólida defesa. Na fase ofensiva, a tática sempre girava em criar espaços para o talento individual e a qualidade técnica refinada de seus meias e atacantes desequilibrarem os adversários.
Do outro lado, a França construiu sua atual sequência — campeã em 2018, vice em 2022 e semifinalista em 2026 — sempre sob o comando de Didier Deschamps, campeão em 1998 como jogador justamente sobre o Brasil na decisão.
Os Bleus apresentam uma longevidade de sistema de jogo inédita. Nesta edição do torneio, a seleção venceu todos os seus compromissos no tempo normal, demonstrando um controle de jogo absoluto. Kylian Mbappé lidera a equipe de forma letal, sustentando notas altíssimas nos mata-matas e pavimentando seu caminho como um dos maiores artilheiros da história da competição.

Diferente da adaptação brasileira a diferentes comandos, a França mantém uma estrutura tática linear e previsível, mas quase intransponível. O sistema de Deschamps se posiciona bem defensivamente, com blocos bem compactados e a transição rápida. Sempre ditando o ritmo do jogo com um meio-campo altamente tecnicamente e, principalmente, fisicamente forte.
Nunca é fácil comparar gerações que nunca se enfrentaram de fato. Nas se a França avançar para a decisão do dia 19 de julho de 2026, a discussão sobre a maior geração recente transcenderá o saudosismo e ganhará o peso irrefutável dos dados.
O feito de Deschamps, se mantendo no cargo por mais de uma década e sempre evoluindo o nível de excelência, será o grande contraponto de longo prazo às três finais alcançadas pelo brilhantismo e talento das seleções brasileiras treinadas por Parreira, Zagallo e Felipão.

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O feito de Deschamps, se mantendo no cargo por mais de uma década e sempre evoluindo o nível de excelência, será o grande contraponto de longo prazo às três finais alcançadas pelo brilhantismo e talento das seleções brasileiras treinadas por Parreira, Zagallo e Felipão.