Escrito por Marcos Felipe
10 de jul. de 2026

França pode igualar recorde histórico do Brasil em Copas do Mundo

França pode igualar recorde histórico do Brasil em Copas do Mundo

​A França de Didier Deschamps garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Marrocos por 2 a 0. Com o resultado, os franceses entram para o restrito grupo de seleções que chegaram entre os quatro melhores em três ou mais edições consecutivas do Mundial.

Além do Brasil (1994-2002), a Alemanha também alcançou esse patamar em duas ocasiões distintas: com três semifinais seguidas entre 1982 e 1990, e incríveis quatro vezes consecutivas de 2002 a 2014. Ou seja, a França está a um jogo de um recorde histórico da Seleção Brasileira: chegar a três finais de Copa do Mundo seguidas.

E essa possibilidade incita comparações entre a atual geração de Mbappé e companhia com a liderada por Ronaldo há mais de duas décadas atrás. Abaixo, o Sofascore News analisa essas duas eras de ouro do futebol mundial.

​A Seleção Brasileira dominou o cenário internacional disputando as decisões de 1994, 1998 e 2002, conquistando o título em duas ocasiões. Um traço central desse período histórico foi a mudança constante na comissão técnica. O Brasil chegou às três finais comandado por três treinadores diferentes: Carlos Alberto Parreira (1994), Zagallo (1998) e Luiz Felipe Scolari (2002).

​Taticamente, o modelo brasileiro aliava organização à capacidade individual superlativa de seus jogadores de frente. Em uma projeção de dados retroativos dentro do aplicativo do Sofascore, o trio ofensivo de 2002 — Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho — dominaria as métricas e mapas de calor no ataque, com altos índices gols esperados (xG).

LEIA MAIS: Os Recordes Ocultos por Trás da Vitória da França Sobre o Marrocos

O Brasil não tinha um padrão tático rígido entre os ciclos, mas sempre tendo uma sólida defesa. Na fase ofensiva, a tática sempre girava em criar espaços para o talento individual e a qualidade técnica refinada de seus meias e atacantes desequilibrarem os adversários.

​Do outro lado, a França construiu sua atual sequência — campeã em 2018, vice em 2022 e semifinalista em 2026 — sempre sob o comando de Didier Deschamps, campeão em 1998 como jogador justamente sobre o Brasil na decisão.

Os Bleus apresentam uma longevidade de sistema de jogo inédita. Nesta edição do torneio, a seleção venceu todos os seus compromissos no tempo normal, demonstrando um controle de jogo absoluto. Kylian Mbappé lidera a equipe de forma letal, sustentando notas altíssimas nos mata-matas e pavimentando seu caminho como um dos maiores artilheiros da história da competição.

​Diferente da adaptação brasileira a diferentes comandos, a França mantém uma estrutura tática linear e previsível, mas quase intransponível. O sistema de Deschamps se posiciona bem defensivamente, com blocos bem compactados e a transição rápida. Sempre ditando o ritmo do jogo com um meio-campo altamente tecnicamente e, principalmente, fisicamente forte.

Nunca é fácil comparar gerações que nunca se enfrentaram de fato. Nas se a França avançar para a decisão do dia 19 de julho de 2026, a discussão sobre a maior geração recente transcenderá o saudosismo e ganhará o peso irrefutável dos dados.

O feito de Deschamps, se mantendo no cargo por mais de uma década e sempre evoluindo o nível de excelência, será o grande contraponto de longo prazo às três finais alcançadas pelo brilhantismo e talento das seleções brasileiras treinadas por Parreira, Zagallo e Felipão.

Escrito por Marcos Felipe
10 de jul. de 2026

França pode igualar recorde histórico do Brasil em Copas do Mundo

França pode igualar recorde histórico do Brasil em Copas do Mundo

​A França de Didier Deschamps garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026 ao vencer o Marrocos por 2 a 0. Com o resultado, os franceses entram para o restrito grupo de seleções que chegaram entre os quatro melhores em três ou mais edições consecutivas do Mundial.

Além do Brasil (1994-2002), a Alemanha também alcançou esse patamar em duas ocasiões distintas: com três semifinais seguidas entre 1982 e 1990, e incríveis quatro vezes consecutivas de 2002 a 2014. Ou seja, a França está a um jogo de um recorde histórico da Seleção Brasileira: chegar a três finais de Copa do Mundo seguidas.

E essa possibilidade incita comparações entre a atual geração de Mbappé e companhia com a liderada por Ronaldo há mais de duas décadas atrás. Abaixo, o Sofascore News analisa essas duas eras de ouro do futebol mundial.

​A Seleção Brasileira dominou o cenário internacional disputando as decisões de 1994, 1998 e 2002, conquistando o título em duas ocasiões. Um traço central desse período histórico foi a mudança constante na comissão técnica. O Brasil chegou às três finais comandado por três treinadores diferentes: Carlos Alberto Parreira (1994), Zagallo (1998) e Luiz Felipe Scolari (2002).

​Taticamente, o modelo brasileiro aliava organização à capacidade individual superlativa de seus jogadores de frente. Em uma projeção de dados retroativos dentro do aplicativo do Sofascore, o trio ofensivo de 2002 — Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho — dominaria as métricas e mapas de calor no ataque, com altos índices gols esperados (xG).

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O Brasil não tinha um padrão tático rígido entre os ciclos, mas sempre tendo uma sólida defesa. Na fase ofensiva, a tática sempre girava em criar espaços para o talento individual e a qualidade técnica refinada de seus meias e atacantes desequilibrarem os adversários.

​Do outro lado, a França construiu sua atual sequência — campeã em 2018, vice em 2022 e semifinalista em 2026 — sempre sob o comando de Didier Deschamps, campeão em 1998 como jogador justamente sobre o Brasil na decisão.

Os Bleus apresentam uma longevidade de sistema de jogo inédita. Nesta edição do torneio, a seleção venceu todos os seus compromissos no tempo normal, demonstrando um controle de jogo absoluto. Kylian Mbappé lidera a equipe de forma letal, sustentando notas altíssimas nos mata-matas e pavimentando seu caminho como um dos maiores artilheiros da história da competição.

​Diferente da adaptação brasileira a diferentes comandos, a França mantém uma estrutura tática linear e previsível, mas quase intransponível. O sistema de Deschamps se posiciona bem defensivamente, com blocos bem compactados e a transição rápida. Sempre ditando o ritmo do jogo com um meio-campo altamente tecnicamente e, principalmente, fisicamente forte.

Nunca é fácil comparar gerações que nunca se enfrentaram de fato. Nas se a França avançar para a decisão do dia 19 de julho de 2026, a discussão sobre a maior geração recente transcenderá o saudosismo e ganhará o peso irrefutável dos dados.

O feito de Deschamps, se mantendo no cargo por mais de uma década e sempre evoluindo o nível de excelência, será o grande contraponto de longo prazo às três finais alcançadas pelo brilhantismo e talento das seleções brasileiras treinadas por Parreira, Zagallo e Felipão.

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