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Real Madrid abriu sua campanha na UEFA Champions League com uma vitória carregada de números e pobre em estilo no Bernabéu. Inter ficou com a bola por 64% do jogo e finalizou 21 vezes, mas o placar marcava 2-1 para o time de José Mourinho. A diferença esteve, como tantas vezes, onde mais importa: na qualidade das chances e no soco do primeiro tempo. O Madrid somou 2,91 xG contra 1,78 da Inter e transformou suas melhores oportunidades em uma vantagem de 2 a 0 em apenas 23 minutos.
Kylian Mbappé abriu o placar após 14 minutos, com passe de Brahim Díaz, e depois Federico Valverde ampliou nove minutos depois, em finalização limpa de canhota que coroou o momento mais eficiente do Real. A Inter respondeu no segundo tempo e diminuiu o placar aos 77 minutos, com Carlos Augusto finalizando rasteiro após assistência de Lautaro Martínez. Os visitantes pressionaram com cruzamentos e escanteios, mas a defesa dentro da área e o posicionamento do Madrid garantiram o resultado. No Sofascore, os anfitriões terminaram com média de equipe superior, mesmo com bem menos posse de bola — um retrato fiel de como foi a partida.
Início rápido no Bernabéu
O tom foi definido antes da meia hora. Com apenas 30% de posse na primeira etapa, o Real Madrid produziu ainda assim 1,56 xG contra 0,78 da Inter e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0. Acertou o alvo quatro vezes em seis chutes e criou quatro grandes chances, sem ceder nenhuma. Brahim Díaz foi o elo criativo entre as linhas, com uma assistência e três grandes chances criadas — maior marca da equipe — antes de sair aos 79 minutos.
A Inter não ficou calada. Foram 11 chutes apenas no primeiro tempo, uma bola na trave e três defesas obrigando Thibaut Courtois a trabalhar. Mas as melhores situações eram sob pressão ou de longa distância, com os zagueiros centrais do Madrid afastando o perigo cedo e com frequência. Ao intervalo, o volume defensivo já pendia para o Real, um tema que só cresceria.
Por que o Madrid venceu com menos posse
A Inter terminou com vantagem em todos os quesitos de posse: 621 passes contra 353 do Madrid, além de 54 entradas no terço final contra 27. Também cruzou 30 vezes (acertando 10) e ganhou 11 escanteios contra quatro do adversário. Todo esse volume, porém, não se traduziu em melhores chances. O Real liderou os chutes a gol por 8 a 7, teve o melhor xG a gol (1,84 contra 0,77) e criou o dobro de grandes chances: oito a quatro.
Duas colunas contam a história: primeiro, cortes e controle da área. O Madrid somou 33 cortes contra 16 da Inter e sobreviveu a longos momentos de pressão mantendo a compactação e vencendo as segundas bolas. Segundo, erros. A Inter cometeu dois erros que terminaram em gol — contraste caro frente aos zero do Real. Quando os dados do Sofascore apontam para esse lado, o placar costuma acompanhar.
O empurrão da Inter e os momentos-chave
Cristian Chivu buscou um novo rumo no intervalo, colocando John Stones na vaga de Benjamin Pavard já na volta. Uma tripla mudança veio aos 60 minutos, com Piotr Zieliński e Petar Sučić entrando junto de Ange-Yoan Bonny para dar mais condução e perigo pelos lados. Funcionou a ponto de empurrar o território e manter o Madrid recuado em certos trechos. A Inter criou quatro grandes chances no segundo tempo, empatou os chutes (10 a 10) e marcou aos 77: Lautaro serviu Carlos Augusto para finalizar de direita e diminuir.
Dali em diante, o Madrid apostou no pragmatismo. Foram 22 cortes na segunda etapa, sete tiros de meta e quatro defesas de Courtois — números de quem vive sem a bola, mas não entra em pânico. Os visitantes seguiram pressionando, conseguiram sete cruzamentos corretos após o intervalo e testaram a área pelos dois lados. Mas os impedimentos (quatro para a Inter), o desperdício nas finalizações e as concessões do primeiro tempo deixaram um caminho longo demais para correr atrás.
Brahim, Mbappé e o elenco de apoio
Além da finalização de Valverde, o ataque do Madrid gerou o perigo que forçou a Inter a recuar. Mbappé marcou em seu primeiro grande lance, terminou com quatro chutes certos em quatro tentativas, além de um passe-chave e Nota Sofascore 7.7. Vinícius Júnior agregou incansável condução, liderando a progressão do Madrid com 298 metros percorridos com a bola e impulsionando o time para frente por 232 metros, nota 7.3. Brahim Díaz foi a centelha criativa do Madrid: assistiu, fez quatro passes decisivos, acertou a trave e obteve o maior número em assistências esperadas do jogo (1,05), recebendo nota 8.2.
Pelo lado da Inter, as melhores avaliações de linha saíram pelo canal esquerdo. Carlos Augusto fez o gol, somou três passes-chave e Nota Sofascore 7.4. Lautaro Martínez criou o gol, deu duas assistências para finalização e testou o Real com quatro chutes e 39 passes corretos (nota 7.3). Atrás, Alessandro Bastoni completou 97 toques e 79 de 82 passes, enquanto Yann Bisseck acertou 57 de 59 e ainda registrou três desarmes. No gol, Josep Martínez fez seis defesas e marcou 7.5, mas aqueles dois momentos decisivos do primeiro tempo pesaram mais.
Destaque MVP: Federico Valverde
Com a braçadeira, Federico Valverde fez a atuação completa que ganha jogos de mata-mata. Recebeu Nota Sofascore 8.4, a maior em campo, e marcou o gol da vitória com chute de canhota aos 23 minutos. O uruguaio não desperdiçou passes: 38 certos em 39 (97%), encontrando companheiros com mesma eficiência nos dois lados do campo.
Valverde contribuiu também sem a bola: venceu dois dos três desarmes que tentou, fez uma interceptação e um corte, e só perdeu a posse uma vez em 50 toques. Chutou duas vezes (uma certa), somando 0,35 xG e 0,27 xGOT, ótimo para a rotina de um meio-campista. O meio-campo do Madrid precisava de calma e controle para sobreviver aos 64% de posse da Inter. Valverde entregou ambos, mais o gol decisivo.
O que os números do time mostram
– Poses e passes favoreceram a Inter, mas a qualidade e precisão das finalizações do Madrid mostram outra história. O Real liderou os chutes certos (8-7) mesmo com cinco chutes a menos.
– Grandes chances foram o diferencial: o Madrid criou oito e converteu duas, Inter criou quatro e marcou uma vez.
– Território e cruzamentos foram da Inter. Ela fez 10 cruzamentos certos e 11 escanteios, mas o Madrid respondeu com 33 cortes e 14 desarmes no total.
– No gol, equilíbrio no volume: Courtois fez sete defesas, contra seis de Josep Martínez, ambos com três defesas de alto valor. Os dois erros da Inter que resultaram em gols pesaram mais que qualquer coisa nas metas.
– Por tempo, a eficiência do Real no primeiro tempo (2-0 com 1,56 xG) construiu a base. O segundo tempo foi equilibrado nos chutes e mais próximo no xG, mas o gol tardio da Inter mudou apenas o clima, não o placar.
Uma vitória da Champions League enxuta, baseada em finalizações precisas e defesa consistente na área. Não foi bonito, mas bem típico do Bernabéu: punir nos momentos-chave, confiar na estrutura e em líderes que raramente vacilam.
Jogador da partida
Pela Nota Sofascore, o melhor jogador foi Federico Valverde, com 8.4. Os torcedores concordaram: Valverde também liderou a votação, com 16.200 de 35.177 votos. Líder em nota e escolha do público foram, aqui, o mesmo atleta.
Última partida
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Kylian Mbappé abriu o placar após 14 minutos, com passe de Brahim Díaz, e depois Federico Valverde ampliou nove minutos depois, em finalização limpa de canhota que coroou o momento mais eficiente do Real. A Inter respondeu no segundo tempo e diminuiu o placar aos 77 minutos, com Carlos Augusto finalizando rasteiro após assistência de Lautaro Martínez. Os visitantes pressionaram com cruzamentos e escanteios, mas a defesa dentro da área e o posicionamento do Madrid garantiram o resultado. No Sofascore, os anfitriões terminaram com média de equipe superior, mesmo com bem menos posse de bola — um retrato fiel de como foi a partida.
Início rápido no Bernabéu
O tom foi definido antes da meia hora. Com apenas 30% de posse na primeira etapa, o Real Madrid produziu ainda assim 1,56 xG contra 0,78 da Inter e foi para o intervalo vencendo por 2 a 0. Acertou o alvo quatro vezes em seis chutes e criou quatro grandes chances, sem ceder nenhuma. Brahim Díaz foi o elo criativo entre as linhas, com uma assistência e três grandes chances criadas — maior marca da equipe — antes de sair aos 79 minutos.
A Inter não ficou calada. Foram 11 chutes apenas no primeiro tempo, uma bola na trave e três defesas obrigando Thibaut Courtois a trabalhar. Mas as melhores situações eram sob pressão ou de longa distância, com os zagueiros centrais do Madrid afastando o perigo cedo e com frequência. Ao intervalo, o volume defensivo já pendia para o Real, um tema que só cresceria.
Por que o Madrid venceu com menos posse
A Inter terminou com vantagem em todos os quesitos de posse: 621 passes contra 353 do Madrid, além de 54 entradas no terço final contra 27. Também cruzou 30 vezes (acertando 10) e ganhou 11 escanteios contra quatro do adversário. Todo esse volume, porém, não se traduziu em melhores chances. O Real liderou os chutes a gol por 8 a 7, teve o melhor xG a gol (1,84 contra 0,77) e criou o dobro de grandes chances: oito a quatro.
Duas colunas contam a história: primeiro, cortes e controle da área. O Madrid somou 33 cortes contra 16 da Inter e sobreviveu a longos momentos de pressão mantendo a compactação e vencendo as segundas bolas. Segundo, erros. A Inter cometeu dois erros que terminaram em gol — contraste caro frente aos zero do Real. Quando os dados do Sofascore apontam para esse lado, o placar costuma acompanhar.
O empurrão da Inter e os momentos-chave
Cristian Chivu buscou um novo rumo no intervalo, colocando John Stones na vaga de Benjamin Pavard já na volta. Uma tripla mudança veio aos 60 minutos, com Piotr Zieliński e Petar Sučić entrando junto de Ange-Yoan Bonny para dar mais condução e perigo pelos lados. Funcionou a ponto de empurrar o território e manter o Madrid recuado em certos trechos. A Inter criou quatro grandes chances no segundo tempo, empatou os chutes (10 a 10) e marcou aos 77: Lautaro serviu Carlos Augusto para finalizar de direita e diminuir.
Dali em diante, o Madrid apostou no pragmatismo. Foram 22 cortes na segunda etapa, sete tiros de meta e quatro defesas de Courtois — números de quem vive sem a bola, mas não entra em pânico. Os visitantes seguiram pressionando, conseguiram sete cruzamentos corretos após o intervalo e testaram a área pelos dois lados. Mas os impedimentos (quatro para a Inter), o desperdício nas finalizações e as concessões do primeiro tempo deixaram um caminho longo demais para correr atrás.
Brahim, Mbappé e o elenco de apoio
Além da finalização de Valverde, o ataque do Madrid gerou o perigo que forçou a Inter a recuar. Mbappé marcou em seu primeiro grande lance, terminou com quatro chutes certos em quatro tentativas, além de um passe-chave e Nota Sofascore 7.7. Vinícius Júnior agregou incansável condução, liderando a progressão do Madrid com 298 metros percorridos com a bola e impulsionando o time para frente por 232 metros, nota 7.3. Brahim Díaz foi a centelha criativa do Madrid: assistiu, fez quatro passes decisivos, acertou a trave e obteve o maior número em assistências esperadas do jogo (1,05), recebendo nota 8.2.
Pelo lado da Inter, as melhores avaliações de linha saíram pelo canal esquerdo. Carlos Augusto fez o gol, somou três passes-chave e Nota Sofascore 7.4. Lautaro Martínez criou o gol, deu duas assistências para finalização e testou o Real com quatro chutes e 39 passes corretos (nota 7.3). Atrás, Alessandro Bastoni completou 97 toques e 79 de 82 passes, enquanto Yann Bisseck acertou 57 de 59 e ainda registrou três desarmes. No gol, Josep Martínez fez seis defesas e marcou 7.5, mas aqueles dois momentos decisivos do primeiro tempo pesaram mais.
Destaque MVP: Federico Valverde
Com a braçadeira, Federico Valverde fez a atuação completa que ganha jogos de mata-mata. Recebeu Nota Sofascore 8.4, a maior em campo, e marcou o gol da vitória com chute de canhota aos 23 minutos. O uruguaio não desperdiçou passes: 38 certos em 39 (97%), encontrando companheiros com mesma eficiência nos dois lados do campo.
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O que os números do time mostram
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– No gol, equilíbrio no volume: Courtois fez sete defesas, contra seis de Josep Martínez, ambos com três defesas de alto valor. Os dois erros da Inter que resultaram em gols pesaram mais que qualquer coisa nas metas.
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Uma vitória da Champions League enxuta, baseada em finalizações precisas e defesa consistente na área. Não foi bonito, mas bem típico do Bernabéu: punir nos momentos-chave, confiar na estrutura e em líderes que raramente vacilam.
Jogador da partida
Pela Nota Sofascore, o melhor jogador foi Federico Valverde, com 8.4. Os torcedores concordaram: Valverde também liderou a votação, com 16.200 de 35.177 votos. Líder em nota e escolha do público foram, aqui, o mesmo atleta.